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terça-feira, 23 de março de 2010

Grito minha solidão aos surdos!
incessante, inconstante,
gira, gira,
não... Para! NÃO!
Para de girar!
é minha só...
solidão....

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Devagar, divagando


Caminho pelos campos verdes dos meus sonhos,

colhendo um aqui outro acolá,

vejo alguns murcharem, e outros crescendo que dá gosto!


Lembro, com certa dose de saudosismo, dos que já desisti de cultivar;

efêmeros, frágeis, mas que me levaram a procurar espécies mais frutíferas...

Sonhos cultivados coletivamente, sonhos egoístas, românticos, profissionais , tem tanta variedade...

O estranho é que tem certa espécie que insiste em crescer. Não adianta podar nem nada...

Acho que nunca encontrei as raízes desses...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Retalhos

Noite insone, remexendo,
procurando o passado em velhas gavetas empoeiradas.
E não é que estou lá!?
Em cada desenho, em cada palavra rabisacada com insegurança,
partes de um quebra- cabeça
que refaz com perfeição meus passos até então!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paródia

Borboleta pousada.
Não é deus!
Será que é nada!?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Teu ser pulsando no meu
momento sem igual,
quando nos torna-mos
um em dois corpos.

E no mais profundo de ti
me abrigo;
longe de todos os meus medos,
me torno criança

Outra vez , saciando
o ser
que me devora o âmago

E no ato
me refaço, te recrio
continuo existindo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As Quatro Estações de Nós Dois

Na primavera, floreceu
teu corpo, quente como o verão

No outono, melancólico
o inverno secou meu coração.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O poeta quem é?
Esse que vos fala,
será que se abre?
Às vezes simula.

Se perde?
Se acha,
no verso?
Ao inverso

Mergulha;
de todo
em tudo

Contudo,
flerta.
Esse é o poeta.