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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Sinto,
Lenta-a-mente
Quando se aproxima.

Logo,
Após sismo
Caio aos p
                   e
                     d
                       a
                         ç
                           o
                             s...

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Cansei de palavras vazias
Abraços frouxos
Beijos mornos
Tantas utopias...

Quero lembrar,
Até esquecer
o pretérito perfeito...

Quero perder,
Até encontrar
o futuro presente...

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Vou me atirar à vida...

Quero me perder
por inteiro...
Tudo!
Perder a razão,
o controle...
Me perder de mim mesmo
Esse que me persegue obstinadamente
E segura as minhas mãos quando estou prestes a pular!

Quero sentir a queda,
cada milímetro!
Me atirar sem culpa,
sem depois, Agora!
Que importa?

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Contínuo...

O silêncio
ecoa em meus ouvidos,
Não consigo mais alcançar...

As palavras
soltas pelo ar,
não posso segurar...

O grito:
surdo-mundo,
não consigo continuar!!!

A dor
amarga a partida,
não posso evitar...

O cheiro
doce lembrança sua
por todo lugar...

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sinto muito...
mas não sinto nada...

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Indicativo do Presente

Eu estou só

Tu estás só

Ele está só

Nós estamos sós

Vós estais sós

Eles estão sós

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Amanhecendo...

Somos nós, aqui estamos

Constantemente,

Começando

A viver


Vivendo...

domingo, 28 de maio de 2017

À Deriva...

Sou eu,

Sombra

Inconstante-mente errando,

Eternamente


Perdido...

sábado, 20 de maio de 2017

Tragédia - 3º ato.

...Solto tuas mãos... mais uma vez... Será a última?


Todo o calor se esvai, instantaneamente percebo a chuva que

 gela a alma, o corpo...


Sabia que amo observar a chuva debaixo desses postes e luz 

laranja? É uma sensação... tão... Quente!


E o que restou do corpo, inerte, se perde!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sempre eu,

Sempre a sangrar

Por becos escuros

Errando...

Entre escombros

Me esgueirando.

Já não mais creio,

E a sua crença me ofende.

Profunda-mente

Que não me dá descanso.

Na boca sempre o ranso,

Do escarro(sangue)

Que sucede o beijo,

Que nunca veio.

Augusto...

Hoje sou sombra,

de tudo que poderia ter sido.

Sou!

Só o que penso me limita

Às dores

De estar aqui!

domingo, 30 de abril de 2017

Recomeçando...(nova-mente)

Ah!  O frescor da brisa
Com as primeiras luzes
Da manhã

Quando o sono não veio
E a noite se foi,
Deixando sonhos
Que apenas imaginei.
E tudo o que não vivi.

Exausto me recolho,
Me encontro,
Depois de tudo
Esgotado
Contudo

Vivo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Querida Mamãe:

Não creio em deuses ou em vidas após esta, mas sei que você viverá para sempre em nós!!! Que seu legado será duradouro e sua imortalidade confirmada em cada gesto, ação, palavra... Prova disso é meu desejo: -
no âmago do meu ser eu apenas gostaria de ser como minha mãe!!!!

sábado, 22 de setembro de 2012

Errando

A cidade queima sob os meus pés, vibramos num único gozo, As nuvens saem do asfalto com as formas de meus sonhos diurnos. Eu quero tanto estar aqui que mal posso me manter dentro de mim. Flutuo como as nuvens e me moldo aos sonhos, sonhando que sonhava sonhando.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Entrou assim em minha vida...

Pensei tentar explicar
sobre tudo o que sinto por você.
Mas descobri ser impossível
dizer de tudo isso palavra
e aprisionar em algumas linhas,
o que não cabe nem dentro de mim.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tragédia - 2º ato.

..."Meus pés! Percebo-os encharcados!Percebo-os, não os sinto, assim como não me sinto mais neste mundo...
Eu... culpado....
Novamente só no mundinho que criei para me esconder de todos!
Mas desta vez algo está diferente, ele não é mais apenas meu!
Há por aqui tantas coisas que antes não existiam...
Foi você quem plantou essas flores !?
São sementes tão profundas...
Eu não sei se estou mais sozinho"...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tragédia - 1° ato.

...”Aquele quarteirão me pareceu o mais longo, escuro e frio que já andara até então; a chuva que se anunciava desde as primeiras horas do dia, agora caia, misturando–se ao pranto inutilmente sufocado. Tudo parecia tão inverossímil... em minha cabeça fervilhavam mil perguntas, comparando, analisando, tentando achar um ponto comum que ligasse esse e todos os meus fracassos anteriores”...

terça-feira, 23 de março de 2010

Grito minha solidão aos surdos!
incessante, inconstante,
gira, gira,
não... Para! NÃO!
Para de girar!
é minha só...
solidão....

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Devagar, divagando


Caminho pelos campos verdes dos meus sonhos,

colhendo um aqui outro acolá,

vejo alguns murcharem, e outros crescendo que dá gosto!


Lembro, com certa dose de saudosismo, dos que já desisti de cultivar;

efêmeros, frágeis, mas que me levaram a procurar espécies mais frutíferas...

Sonhos cultivados coletivamente, sonhos egoístas, românticos, profissionais , tem tanta variedade...

O estranho é que tem certa espécie que insiste em crescer. Não adianta podar nem nada...

Acho que nunca encontrei as raízes desses...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Retalhos

Noite insone, remexendo,
procurando o passado em velhas gavetas empoeiradas.
E não é que estou lá!?
Em cada desenho, em cada palavra rabisacada com insegurança,
partes de um quebra- cabeça
que refaz com perfeição meus passos até então!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paródia

Borboleta pousada.
Não é deus!
Será que é nada!?